Judiciário e políticos aguardam reação de Bolsonaro após falas de Lira e Fux

Dia 7 de setembro passou, mas o clima quente continua em Brasília. Pouco mais de 24 horas depois que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) avisou “àqueles que querem me tornar inelegível em Brasília: ‘Só Deus me tira de lá’”, parte do poder na capital do Brasil se articulou em busca de uma reação.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, foi duro ao responder a Bolsonaro; deputados e senadores passaram a tarde de quarta-feira (8/9) reunidos; e alguns apoiadores do chefe do Executivo federal – em sua maioria, caminhoneiros autônomos – continuaram a protestar na Esplanada dos Ministérios e em várias regiões do país. Ao menos nove estados notificaram bloqueios em rodovias federais, subindo o nível de alerta de transportadoras e mercados para eventuais problemas de abastecimento.

Hipóteses de contenção aos arroubos autoritários de Bolsonaro no âmbito jurídico – com a tese da inelegibilidade por alegado abuso de poder econômico na eleição de 2018 – e na esfera política, via eventual processo de impeachment, voltaram com força para as rodas de conversa. Assim como as menções a “golpe”, “fechamento do STF” e “ditadura militar”.

Há, agora, imensa expectativa em torno do tom que será adotado pelo presidente Bolsonaro e o caminho que o país tomará nos próximos dias.

Analistas políticos se dividem em dois raciocínios distintos: aqueles que acreditam na possibilidade de uma ruptura institucional a caminho e os que entendem que a crise política ainda se encontra dentro do que é previsto na Constituição.

Metrópoles